(É fresta)
Há um silêncio que fita a noite
na fresta daquela cortina
Enquanto lá fora nos carros
o ronco aquecido
leva embora o que foi esquecido
O tempo devora tudo por fome
daquilo que foi vivido
Agora, o todo é partido,
meio é nada, nem tudo é doído.
A noite é rara
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