domingo, 12 de abril de 2026

É fresta

(É fresta)  

Há um silêncio que fita a noite
na fresta daquela cortina
Enquanto lá fora nos carros 
o ronco aquecido 
leva embora o que foi esquecido 

O tempo devora tudo por fome 
daquilo que foi vivido

Agora, o todo é partido, 
meio é nada, nem tudo é doído. 
A noite é rara

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